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Semanário N° 70 - 14/Abr/2008
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Responsável: Mestre André Luis - Adj. Ajuvano (ajuvano@valedoamanhecer.com)
www.valedoamanhecer.com / Tel. (61) 8147-8433 / Publicação Mensal Gratuita |
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Meu filho Jaguar,
Tia Neiva
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Por Hudson Lane, Adj. Alon
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Por Luiz Querino, Adj. Sumaro
COMANDO:
Este Retiro é dedicado à libertação dos mediuns, para sua vida material,
físico e espiritual.
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Por: Silvério, Adj. Oralvo
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Enviado por José Saldanha Todas as pessoas vivem e morrerm, lutam e se entregam para poderem chegar àquilo que elas chamam de "felicidade". Toda a vida é uma busca de um único sentimento: a felicidade.
Se é assim, então esse sentimento TEM que ser mais real do que qualquer coisa que existe. Mais real do que este computador, uma cadeira ou qualquer objeto, isso porque todas as pessoas não podem estar erradas. Todos sabemos: "a felicidade existe", e todos sonhamos: "eu vou ser feliz".
Portanto, o mundo é uma desculpa para a felicidade, e a verdadeira realidade, é a realidade dos sentimentos. Porque é por eles que nós vivemos e morremos.
Agora eu peço que você deixe um pouco de lado qualquer ceticismo e tente pensar com uma mente aberta se realmente existe essa felicidade. E se, dentro do seu coração, você acreditar que sim, que existe, que é real, e que é o que você realmente quer na vida, então você deve também acreditar que a verdadeira felicidade, aquela que você QUER, ela não pode significar o mal dos outros. Se todos queremos ser feliz, e para isso precisamos prejudicar os outros, então ou o universo é a maior das crueldades jamais impostas a qualquer ser (porque nosso destino é o sofrimento em vão), ou então existe uma felicidade, uma realidade na qual todos possam se beneficiar, um mundo sem sofrimento.
E se você concorda comigo até aqui, então você deve concordar que esse sentimento une todos os seres, e é melhor viver um minuto por ele, conscientemente, e morrer, do que uma vida inteira por ele inconscientemente.
Agora eu postulo que existe um sentimento maior ainda. Maior do que esta felicidade, que permite a todos o benefício, e este sentimento, que é mais real do que qualquer objeto físico, qualquer conceito intelectual, qualquer fantasia ou sonho, ele é a própria força que sustenta os átomos, o poder que move os astros no seu curso, o início e o fim de um ciclo infindável.
Sim, ele é o Amor.
Amor que, por estar em toda parte, alimenta exatamente o sentimento de felicidade. E a minha teoria é essa: a felicidade que as pessoas procuram é, sempre, a manifestação do Amor em todas as áreas.
O Amor não faz nada: ele é. Quem faz somos nós, quando amamos ou não. Ele não mata, quem mata somos nós. Ele não fere, quem fere somos nós. Mas ele é imenso e invencível, e um coração que ame pode derrotar qualquer um que não ame, porque quem Ama é veículo para a maior das forças.
Amar é abandonar. Não se pode amar enquanto se está preso a algo. é preciso largar tudo, Tudo! Tudo o que se tem de mais precioso, tudo o que se considera mais valioso, pelo Amor. Isso não significa efetivamente Dar tudo o que se possui, mas estar disposto a, por Amor.
é por isso que se diz que o Amor liberta, porque o caminho que conduz ao Amor passa, necessariamente, pelo Abandono, e Abandono é liberdade. Quem está livre quando precisa cuidar desse e daquele assunto? Mas quem Ama larga qualquer coisa para ajudar aos outros, porque, para quem Ama, não há outros, há, sim, o Eterno Ser, e os reflexos minúsculos dele que orbitam um ao redor do outro.
é como se caísse a maior das ilusões e fosse possível vislumbrar a força que une a todas as pessoas, o Amor, como sendo o mesmo em todos. Então se eu te machuco, eu machuco a mim mesmo. Se eu te ajudo, eu ajudo a mim mesmo. E se eu morro, eu estou vivo, sempre, porque perante o Amor a vida e a morte são ambas passageiras.
Sendo Eterno, sendo sempre o Mesmo, o Amor deve ser imutável, e, sendo imutável (não estando sujeito ao tempo), ele deve ser transtemporal. Portanto, um segundo de Amor é igual a uma eternidade amando. Por isso que se diz que "mais vale um minuto de amor do que uma vida sem". Quem Ama está ligado ao Infinito e Atemporal, e, portanto, é infinito e atemporal. Vê a Vida, porque a Vida é a manifestação do Amor através do tempo. O Amor não está sujeito ao tempo, não está sujeito a nada.
Eu estou dizendo, sim, que não existe nada além do Amor. Tudo é uma desculpa para o Amor. Todos os caminhos levam ao Amor, toda as formas são formas de Amar. Ele criou todas as coisas, porque em todas as coisas podemos Amar.
Bastaria fechar os olhos e sentir o Amor. Mas existe tanta tristeza no mundo, e quem Ama, desejando sempre ajudar, necessariamente deve tomar para sí a tristeza do mundo.
é o destino dos que Amam, DEVE ser o destino dos que Amam, passar por um sofrimento que eles não "mereceram", admitir para sí a culpa dos crimes do mundo, chamar para sí a incompreensão dos povos, aceitar em sí todas as punições, de todos os crimes, porque quem Ama alivia a dor do mundo. E se uma única pessoa Amar no mundo, só isso já é o bastante para fazer o mundo respirar aliviado, porque o Amor é invencível, e quem Ama é invencível. Não há sofrimento que o derrube, não há pena que lhe desmonte, não há castigo que lhe retire o sorrizo da face.
Morrer por Amor é nobre, mas viver por Amor também é nobre, porque viver por Amor é carregar o mundo nas costas. é aceitar a responsabilidade da inconsequência dos outros, porque eles não sabiam o que estavam fazendo. Viver e Morrer, por Amor, é o Amor perfeito.
O Amor é incondicional, nada o detém. Amar incondicionalmente é Amar. Não amar incondicionalmente é não amar: é ainda tentar, é estar a caminho de, é saber que existe e desejar, mas não Amar.
O Amor é o único caminho, a única realidade, é a única força.
Nada lhe escapa. Quem Ama é dono do mundo, porque antes venceu o mundo.
Sem o Amor, a felicidade é impossível, e nada teria sentido de ser. O universo seria uma ilusão desnecessária, e a vida a maior crueldade. Ser incapaz de amar: eis o pior destino, a pior prisão, não destinada a ninguém, pois basta existir, para conhecer o Amor.
Primeiro e único.
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Enviado por José Saldanha
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Por João do Valle, Adj. Trino Otalevo
Sempre gostei dos retiros. Sinto-me mais útil, pelo número menor de médiuns no templo, e com mais tempo para pensar antes de agir, pelo ritmo quase sempre mais tranqüilo dos trabalhos. Por outro lado, o saudosismo não perdoa: nos retiros, tínhamos Mário Sassi comentando o evangelho na abertura do segundo intercâmbio e eu acabava, eventualmente, almoçando e/ou jantando com Tia, grandes oportunidades para aprender algo. Afora as refeições, quando podia, ficava pela Casa Grande, assim como quem não quer nada, atento ao que acontecia; e lá sempre estava acontecendo algo.
Num desses retiros, entre o Primeiro e o Segundo Intercâmbio, estava no Sétimo (misto de escritório e cantinho do cochilo), perturbando Tia com uma das minhas crises perguntadeiras, quando um mestre nosso, que andava sumido lá para os garimpos da Serra Pelada (tá... já faz algum tempo, confesso), chegou com um companheiro e o apresentou para a Clarividente. Era um sujeito moreno, de cabeleira e barba bem cuidadas e porte mediano, que não se fez de rogado e começou a contar uma história das mais curiosas.
Disse o homem que andava pela selva, de garimpo em garimpo, comprando e vendendo ouro e gemas, mas conhecia alguns jaguares, tendo com eles dividido alojamentos em mais de uma oportunidade. Daí conhecer Tia Neiva de fotos e casos – muitos casos – contados nas tantas noites sem mais nada o que fazer, ao ponto de, até, como disse, já saber muito sobre o Vale do Amanhecer e a Doutrina, mesmo sem nunca ter pisado em um Templo do Amanhecer.
Numa das suas viagens, fora cercado e preso por um grupo de bandidos fortemente armados, que lhe tomaram os pertences com gestos e palavras ferozes ao ponto de levá-lo a pensar que seria morto ali mesmo. Todavia, para a sua surpresa, foi conduzido, sob as miras das carabinas e safanões, através da mata fechada, até um acampamento formado por alguns barracões, em um dos quais se viu diante do líder dos malfeitores.
Era um tipo mal-encarado, de olhar feroz e aparentando ser capaz de qualquer coisa. Começou a interrogar o prisioneiro, primeiro averiguando se não era um policial, depois para saber onde guardava o seu ouro. A coisa ia de mal para pior e o aprisionado mais e mais se convencia que não sairia vivo daquela choupana. Após alguns minutos de perguntas e pancadas, o líder da quadrilha fez um sinal e os seus asseclas começaram a arrastar o cativo para o pátio onde, não tinha dúvidas, seria executado.
Nisso, percebeu um quadro de Tia Neiva em uma das paredes de pau-a-pique e, sem muito pensar, gritou: - Ei! Aquela é a minha mãe. O Chefe dos bandidos, imediatamente, mandou trazê-lo de volta e logo perguntou: - Como sua mãe? Que besteira é essa? É o quadro de uma santa que encontrei algum tempo atrás e para a qual rezo de vez em quando.
Bem, o resto é fácil de deduzir. O prisioneiro explicou se tratar da Tia Neiva, do Vale do Amanhecer, "lá de Brasília"; uma médium poderosíssima, que tinha milhares de seguidores e, coincidentemente, mãe espiritual daquele que, àquela altura, já fora solto, sentara-se à mesa do chefe dos bandidos, tomando um cafezinho. Por horas e horas, recontou tudo o que sabia sobre a "santa" e suas obras, sabe Deus o quanto inventando, aumentando ou diminuindo, mas, ao final, safando-se da enrascada, pois foi solto e levado de volta à estrada, inclusive com as suas tralhas, ficando a promessa de voltar depois, para contar ao novo amigo mais curiosidades daquela santa viva que tinha como mãe.
Vale registrar que o líder dos bandidos revelou sentir um bem estar, uma paz inexplicável, só de olhar para aquele quadro, desde a primeira vez em que o vira. Outrossim, mais de uma vez fora atendido nas suas preces. Como conciliava tudo isso com a sua vida de crimes, não há como saber.
Finalmente, já ia esquecendo, uma das condições da sua soltura foi levar para a "Santa Neiva" alguns pedidos e perguntas do bandido devoto, promessa que cumpriu de pronto, realmente vindo ter com Tia o mais rápido possível. Como cochichou no ouvido da Chefa, não sei que pedidos e perguntas eram aqueles, também não tendo escutado as respostas obtidas. Entretanto, duvido muito que tais respostas tenham chegado ao interessado, pois o mensageiro não parecia minimamente disposto, mesmo sob a proteção da Clarividente, a passar, nunca mais na vida, a menos de mil quilômetros do acampamento dos bandidos...
Quando se acompanha fenômenos e seres fenomenais, o surpreendente é o costumeiro e acreditar no improvável é como respirar sem duvidar que o ar está aqui, a nossa volta, mesmo sem que o vejamos.
Salve Deus!
João do Valle, Adj. Trino Otalevo
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MAIO/2008
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