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Semanário N° 71 - 19/Ago/2008-ter
Publicação Mensal Gratuita |
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Responsável: Mestre André Luis - Adj. Ajuvano
www.valedoamanhecer.com
Tel. (61) 8147-8433, 3321-3939 (ajuvano@valedoamanhecer.com) |
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Meu filho Jaguar,
Salve Deus!
Sabemos que cada época tem sua missão própria, no caminho da evolução, com determinadas finalidades a atingir. Sabemos também, filho, que nos custam caro as críticas, e na vida cotidiana este nosso estilo já é ultrapassado. Por outro lado, sofremos o dever de termos de estar à frente e atentos, porque novos conceitos e novos tempos de vida avançam e nos atingem.
Às vezes paramos para fazer uma reflexão: "não temos este direito, é o mal...". Sim, filhos, a remontagem agora é forte e verdadeira, porque somos Cabalistas de uma estrutura Espartana. Temos um Sacerdócio Egípcio contido e purificado por Moisés, oculto sob o simbolismo da Bíblia velada e contida, atingindo o Apocalipse desse Apóstolo.
Sofre o Cabalista pelos companheiros superticiosos e tudo que lhe pareça idolatria, porque formamos em Deus na figura humana, mas é uma figura puramente hieroglífica. Deus nas estradas, no Céu, no Mar, nas paredes de sua casa. Deus como um infinito, o amante vivo da natureza, e no coração do homem...
Como seria a terra ?
No entanto filho, são poucos os homens jovens como vocês que se destinam a uma nova era. Quem poderá, me ouvir?
Nesta carta saliento que o rastro do homem remonta em cada continente deste universo, mais longe do que a própria história, ida e vinda do eterno. No curso que fazemos na senda da reencarnação, devemos procurar a Ciência e o Amor. Sim, filho, a água das fontes, dos lagos, dos rios, das chuvas e dos mares. A água, analisemos: água igual a água.
Sim, filho, a água das fontes tem sua energia, dos lagos e dos rios são diferentes, como é diferente, o sabor das bebidas sintéticas das frutas. Tudo é amor em diferentes sentimentos: O amor das crianças, o amor da mãe, o amor dos amantes e o amor incondicional.
O corpo físico não gera a vida ou a força neste plano físico. Sim, porque das nascentes surge o Prana, a presença Divina se manisfesta emitindo o Prana por todo este universo.
Tua Mãe em Cristo Jesus,
Tia Neiva
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Por Suely Santos
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Por Lourival Teles
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Por Antônio Carlos Nuns de Oliveira
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Por Andre Luis
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Por André Luis
IMPRESSÕES
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(Autor Desconhecido) Eram dois vizinhos, o primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O homem comprou um pastor alemão. E o primeiro falou para o vizinho:
- Mas ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.
E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos se tornaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. E as crianças, felizes.
Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso na sexta-feira. No domingo, à tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Pasmem. Trazia o coelho entre os dentes, todo sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro:
- O vizinho estava certo. E agora?
- E agora eu é que quero ver!
A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.
- E agora?
Todos se olhavam. O cachorro rosnando lá fora, lambendo as feridas das pancadas.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
- Cala a boca!
Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível:
- Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e o colocamos na casinha dele no quintal.
Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho cardíaco. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido e os gritos das crianças.
- Descobriram!
Não deu cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho... O coelho...
- O que é que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem...
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta???
- Foi. Antes de a gente viajar, as crianças enterraram ele no fundo do quintal!
A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Nem ninguém sabe. Mas o personagem que mais cativa nesta história toda, o protagonista da historia, é o cachorro. Imagine o pobre do cachorro que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar pancada de tudo quanto é lado.
O cachorro é o herói. O bandido é o dono do cachorro. O ser humano. Sim, nós mesmos, que não pensamos duas vezes. Para nós o cachorro é o irracional, o assassino confesso. E o homem continua achando que um banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal desconfiado que tem dentro de nós. Julgamos os outros pela aparência, mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Maquiada. Coitado do cachorro. Coitado do dono do cachorro. Coitados de nós, animais racionais.
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(Autor Desconhecido)
Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades. Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.
Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.
Aprendi que, é necessário um dia de chuva, para dar valor ao Sol. Mas se ficar exposto muito tempo, o Sol queima.
Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as conseqüências dos seus atos.
Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas. Vale menos a pena, ainda, fazer coisas para conquistar migalhas de atenção.
Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido. O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo.
Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores, e melhor plantar um jardim.
Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazerem feliz. Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos.
Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho. E que, boa família são os amigos que escolhi.
Aprendi que, as pessoas mais queridas podem as vezes me ferir. E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria, o que não significa que não me amem muito, talvez seja o Máximo que conseguem. Isso é o mais importante.
Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção. Se você não se esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que, o tempo e muito precioso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado.
O que vale a pena é construir o futuro. O meu futuro ainda está por vir.
Foi, então, que aprendi que, devemos descruzar os braços, vencer o medo de tentar partir atrás dos sonhos.
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Por João do Valle
Alguns dias atrás, trabalhando em um Trono Milenar, ouvi do espírito sob doutrina que fora procurado por um "dos nossos", que lhe encomendou um trabalho, realizado conforme o combinado; todavia, não fora pago e viera cobrar, no que foi apanhado pelos guardiães do Templo.
Tia me ensinou a não acreditar em nada dito por espíritos sofredores, que não têm o menor compromisso com a verdade e procuram baixar os nossos padrões vibratórios com histórias escabrosas, não raro nos atribuindo culpas horrendas, só para se aproveitarem do nosso ectoplasma, enrolarem por ali e escaparem.
Em verdade, o doutrinador sentado tem que fazer o "convidado" falar o máximo possível, contar as suas vidas passadas, revelar a sua realidade atual, para que a suas forças sejam retiradas pelo outro doutrinador, de pés, fazendo a limpeza da aura, permitindo-lhe desabafar um pouco e receber algo de bom do trabalho. Deve usar as palavras do desencarnado para doutriná-lo, adaptando todos aqueles detalhes negativos aos nossos conceitos evangélicos e devolvendo-os como a doutrina viva de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Doutrinador que conversa muito nos Milenares não entendeu bem o serviço ainda. O mesmo se aplica ao Angical.
Pois bem! Expliquei ao meu irmão que a Doutrina do Amanhecer, no seu cerne filosófico e comportamental, funciona com uma pedra lançada ao lago, que forma círculos concêntricos na água; quando mais distantes do centro, mais abertos os círculos, mais baixas as ondas criadas, mas tênues os efeitos sentidos.
Alguns jaguares estão bem próximos do ponto de impacto, se adaptam, têm estrutura para isso e aproveitam para realizarem grandes trabalhos, pois é ali que as vibrações se elevam como ondas e as energias se disponibilizam com maior intensidade. Outros, porém, ainda não perceberam bem o que estamos fazendo no Planeta ou, simplesmente, não aceitam integralmente esta realidade encarnatória e a missão a ela atrelada, mantendo-se em um estado de meia participação, elegendo parcelas doutrinárias para seguir, dentro do que lhes é conveniente e oportuno. Tomam, portanto, uns tragos em uma festa e encomendam um despacho eventualmente, mas também trabalham nos Tronos e fazem uma escalada mensal. Fazer o quê?
Não importa a proximidade do centro energético referido, todos estão se aproveitando das cabalas montadas por Koatay 108 – nas suas vidas materiais e espirituais – e estão sendo úteis nos projetos da Espiritualidade Maior, mesmo sem terem a consciência clara disso. Somos usados em missões quem nem percebemos, conforme as nossas reais capacidades de produção, perfeitamente conhecidas dos nossos mentores.
Mesmo o mestre que encomendou os serviços daquele nosso irmão, em meio à confusão doutrinária na qual vive, foi extremamente útil e que lhe Deus lhe pague pelo valioso trabalho feito. Em verdade, fosse eu, ou você que ora lê - com os nossos padrões vibratórios elevados, nossas consagrações respeitadas, nossas condutas doutrinárias bem zeladas - até um terreiro, encomendar uma macumba, levantaríamos desconfianças, sugeriríamos armadilha para os donos do local, que não aceitariam a encomenda, ou não viriam cobrar depois, assim, de peito aberto, exatamente como o fez o meu ouvinte de então, iludido com a simploriedade do cliente.
Ao final, o jaguar com gosto por macumba foi a isca e a presa caiu na rede magnética, acabando no Trono Milenar, para o bem de todos, inclusive dela mesma.
Mais um tanto de doutrina e o ouvinte já estava se percebendo também um agente divino, por onde andou, em tudo o que fez, formando um arcabouço de experiências sempre útil, um tesouro de lições conformando peculiar sabedoria, inevitavelmente fazendo parte do grande projeto cármico deste mundo de expiação e prova.
Mesmo quando não acreditava em Deus, a centelha crística não se apagara no seu âmago e foi sendo atraído, inexoravelmente, para o Reino Central. Manteve-se personagem deste teatro vivo, de risos e lágrimas, montado para que atuássemos juntos, gostando ou não da idéia, até nos entendermos e aprendermos a colaborar e a somar, juntando nossas pedrinhas, fazendo nossos degraus, para alcançarmos uma vida melhor. Assim, elos da corrente sobre a escada, quando um sobe puxa ao outro, querendo ou não, percebendo ou não. Mas o bom é quando é por gosto, quando é por amor, pois, ai, o ser vibra positivamente e tudo se ilumina e se abre à sua frente.
Daí, a elevação ficou mais fácil.
Concluímos o trabalho com a explicação benfazeja do preto-velho sobre o ocorrido, os passes reconfortantes, e nos despedimos, doutrinadores e apará. Sai dali com uma vontade enorme de ir até a Casa Grande, contar para a Tia o que ocorrera. Ficou para depois. Não sei quando.
Salve Deus!
João do Valle, Adj. Trino Otalevo
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