|
| ||||||||||||||||||
|
Semanário N° 76 - 01/OUT/2008 - QUA
Publicação Mensal Gratuita |
||||||||||||||||||
|
Responsável: Mestre André Luis - Adj. Ajuvano
www.valedoamanhecer.com
Tel. (61) 8147-8433, 3321-3939 (ajuvano@valedoamanhecer.com) |
||||||||||||||||||
|
Salve Deus!
Filho, partindo desta missão absoluta que Jesus está nos enviando, agrada-me dizer, que tudo que temos, parte da compreensão dos três reinos de nossa natureza: humildade, tolerância e amor.
Hoje, filho, para a minha realização, os vejo recebendo este diploma abençoado e trabalhoso, porém, não sofrido,
mas feito de pérolas das minhas mãos. Este rico aledá, que hoje eu te entrego com os mesmos ensinamentos e na mesma proporção...
Filho Koatay 108, Energia Cósmica que após esta consagração estará dentro de ti, dando-te vida e força. Sim, filho, força inesgotável.
Desperta filho, para a verdade superior. Não te iludas, Koatay 108: Busque incessantemente as coisas duradouras! O teu dever, é espalhar em teu redor a alegria, o otimismo e a caridade. Tolerância e amor é o teu lema, é a tua base eterna. Sejas tu mesmo a acender o teu sol interior, fazendo iluminar o teu Aledá, onde abrigaste a Centelha Divina, que recebeste na seqüência, o Mantra de Koatay 108.
Portanto, tu poderás dominar as rédeas dos teus atos. Busque dentro de ti mesmo a luz da compreensão, sabendo constantemente, assimilar a dor. Seja exatamente o que tu desejas ser. Não tentes trair-te, e nunca tentes também, andar pelas sombras. Se um dia, por vaidade, fizeres o mal ou traíres a tua tribo, sentirás, então, chorar copiosamente o teu próprio "EU", de arrependimento e frustração.
Sim, filho, serão necessários os teus sacrifícios. Em Cristo Jesus, terminarão de vez as pequenas desarmonias. Procure sintonizar-se com a voz que chama das Legiões - coragem da grande, do Espírito da Verdade...
Sim, filho, não exige bastante estudo para ser um Koatay 108. "A caridade trata apenas dos efeitos da pobreza e não da causa. Não acreditamos no tratamento do efeito, e sim, acreditamos no tratamento da causa" e nunca te deixes confundir entre cultura e sabedoria. A cultura atinge os nossos olhos e a nossa mente, enquanto que a sabedoria atinge os três plexos, o nosso sol interior e o nosso coração. O filho Koatay 108 jamais deverá pesar os valores intelectuais, beleza e riqueza.
Com carinho, a Mãe em Cristo,
Tia Neiva
Por João Ramalho
* 1º Encontro = 17/10, Sex, 15h
* Subcoordenadores;
Por Luiz Campos
A Prisão é um trabalho muito sutil e importante, porque é a libertação de nossas vítimas do passado, de espíritos acrisolados no ódio e na vingança, que têm a oportunidade de, através desse trabalho, se conscientizarem e de renascerem para a Luz, perdoando seus algozes do passado e retomando suas jornadas interrompidas por nossos atos impensados ou com trágicos motivos de violência, luxúria e ambição. Temos dois tipos de trabalhos de libertação, que se alternam de quinze em quinze dias no Templo-Mãe: Julgamento e Aramê (*), que estão descritos no Livro de Leis, inclusive com suas variações para execução nos Templos do Amanhecer, e contendo a Lei da Libertação Especial. No Julgamento, o médium do Amanhecer se confronta com uma vítima individualizada, isto é, um espírito de alguém que foi sua vítima em outra encarnação, pelos mais diferentes motivos, mas que se tornou um cobrador pessoal; no Aramê, não há uma ligação individual, mas sim de grupos, já que congrega espíritos de vítimas de ações coletivas, tais como ataques militares, ações opressoras e repressoras, operações mercenárias e de conquista, onde se dizimavam populações inteiras das pequenas cidades, dai não sabermos quem são essas nossas vítimas, mas tendo elas em sua mente a nossa imagem, aquele que foi o seu verdugo e de toda sua família. No Julgamento nos defrontamos com alguém com quem tivemos um caso de traição, de ódio ou desamor; no Aramê são espíritos cujo único motivo de terem sido destruídos foi estarem em nossos caminhos!... Para assumir uma Prisão, o médium deve estar bem, pois vai precisar de todo o seu equilíbrio e de toda a sua força para conseguir alcançar o objetivo do trabalho. Pegar os bônus em seu Livro e obter bônus pela participação nos trabalhos da Lei do Auxílio deve ser a preocupação maior. Não temos, na verdade, qualquer idéia da quantidade de bônus que recolhemos, pois um bônus depende de muitas coisas, do íntimo de cada um, da forma como participa dos trabalhos. Quando começou o trabalho de Prisão, o número de bônus obtido nos demais trabalhos era muito pequeno, segundo o estabelecido por Tia Neiva em suas aulas dominicais. Como isso acarretou o esvaziamento dos trabalhos por parte dos Prisioneiros, que preferiam ficar colhendo bônus em seus Livros, Tia Neiva foi aumentando o crédito pelos trabalhos, o que resultou numa verdadeira inflação - hoje, quase toda participação em qualquer trabalho, rende 1.000 bônus! E podemos ouvir, em fitas gravadas em aulas, Tia Neiva consultando a Espiritualidade sobre conceder 50 bônus ao Prisioneiro que participasse de uma Estrela Candente! Os Livros de Bônus não devem ser jogados fora e nem reaproveitados em uma outra Prisão. São focos de energia que podem nos ajudar nos momentos difíceis. Caso alguém não os queira guardar, devem ser queimados. O mesmo deve ser feito com exês, capas e vestidos que fiquem inservíveis. O primeiro passo para implantar o trabalho de Prisão foi dado quando Tia Neiva, em 1981, trouxe o Anodaê da Legião, fazendo sete Prisioneiras e seus respectivos Sentinelas, sendo estabelecido o atual sistema em carta de 14-12-82, como consta no Livro de Leis. Inicialmente, Tia Neiva fazia a história de cada caso, e foi interessante conhecer passagens em que muitos mestres e ninfas estavam envolvidos, com isso propiciando até emocionantes reajustes que aconteceram nos Julgamentos. Uma situação, das muitas passagens que tivemos em nossas jornadas na Terra, e que trazemos para nossa prisão, está descrita na história da Fazenda dos Três Coqueiros, que pode ser vista em Mãe Tildes (*) e outra, em carta sem data, em que ela conta uma passagem na Guerra de Tróia, e dá o nome atual dos personagens, como consta abaixo. Depois, com o aumento do número de prisioneiros, isso se tornou impossível, e cada um passou a receber uma pequena mensagem com um “Príncipe”, pequena flor trabalhada por Koatay 108, ao ser libertado.
Autor Desconhecido
Eles passaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa,
O menino respondeu:
O filho suspirou e continuou:
- No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha pois não sabia sequer orar,
- Outra coisa papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão,
Conforme o pequeno garoto falava, seu pai ficava estupefato, sem graça, envergonhado.
- Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto “pobres” nós somos!
Autor: Autor Desconhecido
Temos que alimentar nossos sonhos...
Então? Claro!
A felicidade geralmente tem que ser conquistada,
Bem, para mim é amar a vida,
Felicidade é compreender que recebemos
Portanto, mãos à obra...
SEJA MUITO FELIZ !!!
Por João do Valle
"As leis físicas que nos conduzem à razão são as mesmas que nos conduzem a Deus"
Não se empreste apenas. Vá se doando às causas justas e caridosas, à verdade honrosa, à moralidade e aos bons costumes. Neste mundo de trevas e negatividade, de perdidas e frustrações, é tão fácil a revolta, são tão cômodas a maldade, a soberba e a enganação, que sentir-se a proverbial ilha não é psicose, é seleção.
"As leis físicas que nos conduzem à razão são as mesmas que nos conduzem a Deus". A busca da razão nas leis físicas não deve ser confundida com a mera obediência às leis temporais, insertas nos sistemas jurídicos dos Estados de Direito. Não se pode contar com a justiça divina na Justiça terrena, pois aquela é controlada pelos deuses, esta pelos homens, marionetes rebeldes, nem sempre seguindo os comandos dos mestres, às vezes apenas fazendo o que entendem, o que agrada, o que é conveniente.
Da mesma forma, não basta atentar às leis da natureza, aquecendo-se no inverno, medicando-se na doença, aguando a horta e livrando-a das pragas, desencalhando as baleias desnorteadas e fazendo passeatas contra o aquecimento global.
Tia Neiva nos disse que em Capela existem homens e mulheres, seres físicos, mas de uma outra composição. Como? Não sei. Não me contaram. Quais são as leis físicas de lá, que os conduzem a Deus? Certamente outras, já que outras são as suas estruturas. Mas não estamos, terráqueos e capelinos, buscando ao mesmo Deus? Então, são sistemas legais diferentes, conduzindo seres diferentes ao mesmo objetivo (desculpem, cabeça de advogado...).
É razoável pensar assim, na concepção do Deus ser único. Na concepção do Deus todos nós, vinculados a famílias espirituais, com nossos líderes, nossos conselhos de mestres, nossas missões e metas, como fica?
Fica mais fácil ainda de entender, não acham?
As leis físicas às quais Pai Seta Branca se referiu são aquelas definidas para o planeta Terra, a partir das conclusões das missões dos Equitumans e dos Tumuchys, que equilibraram a natureza e o clima, ensejando o início do processo reencarnatório atual, próprio de um mundo de expiação e prova como o nosso. Daí surgiram tanto a primavera e o outono, quanto as sociedades e os seus costumes, que se tornaram em normas; surgiu, ainda, o Adjunto de Jurema, marco do ciclo missionário no Brasil, no qual estamos intrinsecamente envolvidos.
Trata-se, em verdade, de um conjunto múltiplo e variado de leis físicas, tanto levando o corpo físico do incauto a se afogar após longa submersão em elemento físico líquido, quanto aprisionando o corpo físico do criminoso entre paredes e grades, elementos físicos bem sólidos.
Nos dois casos, podem se tratar de passagens cármicas pela dor, decorrentes do desperdício da prévia oportunidade de resgate pelo amor, ou de um obstáculo novo à execução da missão pactuada antes da encarnação, por culpa única do encarnado, desatento à lei de causa e efeito, não menos física, portanto, já que produz efeitos físicos.
Eis que chegar a Deus, para nós, é evoluir, deixar os planos de escuridão para trás e voltar para Capela com a nossa família espiritual.
Reiterando, as leis físicas que conduzem à razão passam pelo antibiótico e pela cirurgia; pela reciclagem do lixo e pelo uso consciente da água; pela adimplência das prestações do financiamento imobiliário e pelo curso profissionalizante; por não matar e não roubar; por conquistar e restabelecer amizades; por crescer e se multiplicar; por dispor o seu plexo físico à lei de auxílio - através da caridade material aos pobres de roupa, de casa e de comida -, e o seu plexo etérico à cura desobsessiva – doutrinando e encaminhando os sofredores encarnados e desencarnados -; por submeter-se às iniciações e consagrações e escapar dos bandidos-do-espaço até chegar ao Canal Vermelho.
Quem o consegue, deixa de ser prisioneiro das vibrações negativas, tem todas as células do perespírito sadias e o padrão vibratório estável e elevado. Desse jeito, o caminho é só para cima mesmo. Para onde vivem os espíritos de luz, pois "semelhante atrai semelhante".
Melhor o cuidado com vibrar positivamente e provocar vibrações positivas, vivendo em harmonia com o nosso mundo e com os nossos irmãos. Decorrência natural e espontânea será cumprir as leis físicas que nos chamam a razão e se ver conduzido a Deus.
Quanto mais leio, observo, penso e reflito, mais concordo com nossa querida e saudosa mãe e mentora: "-Tudo é vibração!" Sempre que um Jaguar provoca vibrações negativas nas vítimas dos seus destemperos, das suas falhas de caráter e de conduta doutrinária, o mundo das sombras se fortalece e nossos mentores se entristecem. Pena que tão poucos de nós lembrem-se disso, dêem o valor merecido e devido às lágrimas de um preto-velho.
Até quando vamos ficar escolhendo as partes da Doutrina do Amanhecer que nos são convenientes, para praticarmos e ensinarmos?
E que o Senhor esteja conosco. Bem precisamos.
Salve Deus!
Resposta da primeira Cigana Aganara Nercy
- Por motivos diversos, desde 29/07/2008, fiquei sem computador e o endreco antigo foi cancelado. Espero merecer a compreensao de todos. Fraternal abraço.- Wolmar Campostrini - Vitória-ES - wolcampos@gmail.com
Por Roberto Roque
Caros Mestres, embora tenha tantos pensamentos borbulhando em minha mente, queria pedir-lhes permissão para poder falar de mim. Poderão informar com os Mestres mais antigos, principalmente os filhos carnais de Koatay 108 da veracidade do que conto. Não que minha hisóoria seja especial, melhor ou pior do que as dos outros. É apenas a minha história. Na verdade, nem é minha historia que conto, mas sim um pedacinho do passado de nossa corrente que como meu passado, às vezes, se confunde.
A lembrança mais antiga que tenho de nossa corrente é de Taguatinga. Era ainda um menino. Talvez três anos de idade. Não posso precisar com certeza, mas o que me lembro era da casa grande localizada a algumas ruas do templo que ficava num fim de via, feito de tábuas velhas, retiradas do resto de construção. A entrada desse templo era parecida com a atual. Havia uma abertura para a direita e outra para esquerda. Lembro de bancos e dos médiuns, todos de brancos, fazendo a preparação na pira.
Da casa grande, a lembrança é vaga. Sei que ao lado dela havia um campo muito aberto e parece que ao final eucaliptos. Não sei dizer se era um campo de futebol. Acredito que a casa era de tábua. E de um rapaz que brincava comigo. Penso que esse rapaz era o Tio Carlinhos. O mesmo do Pequeno Pagé, mas não tenho certeza. Nunca perguntei isso para ele, embora ele more em frente à casa de minha mãe, no Vale.
A minha família muito humilde. Todos por parte de minha mãe retirantes do nordeste e que vieram para cá quando da construção de Brasília. Foi por intermédio de meu pai, já falecido, que minha mãe conheceu Tia Neiva. Ainda na Serra do Ouro. Naquele tempo, agora distante, meu pai se aproximou da Tia, pelo menos é o que conta minha mãe. Havia procurado-a para que ela ministrasse remédio para que eu, ainda na barriga de minha genitora, nascesse com saúde.
Depois de Taguatinga, o que me lembro é de um caminhão Ford, antigo, era o ano de 1969, tinha 6 anos, na cabine ia eu, minha avó e outra mulher que não me recordo quem era. Na carroceria, além de nossa mudança, vinha outra família: a do seu Augusto, irmão do seu Zé Mandão, primeiro morador do Vale. A história dessa família é muito triste e merece um capítulo a parte.
Quando o caminhão entrou no lugar que seria o futuro Vale do Amanhecer, lembro-me de uma grande cruz, em frente à fazenda, talvez anunciado que ali seria um lugar santo, um curral que ficava mais ou menos onde é atual casa grande, sendo que a casa da fazenda ficava onde hoje é o atual estacionamento, abaixo da casa grande.
Nossa primeira habitação foi uma casa de reboco. Quando chegamos, já se encontravam Seu Zé Mandão e duas outras famílias que foram embora, posteriormente, de forma que as famílias mais antigas que ainda residem no Vale é a minha, além da de seu Zé. Meus amigos de infância foram os meninos do orfanato e que sempre os tive como irmãos. Já vão longe as partidas de futebol, os banhos de córregos, o quartel implantado por Jairo, marido, então, da Tia Vera, filha da Tia.
Lembro-me da primeira escola de tábua e uma cena, em especial, guardo na memória. Durante certo tempo, o orfanato, pintado de cor de rosa ou coisa semelhante, caso a memória não me traia, ficava em frente onde é a atual escola do Vale. Era época de natal. Recordo-me de todas as crianças na sala e um belo Papai Noel. Foi o Papai Noel mais lindo que já vi. Quem vestia essa fantasia era o Seu Brito, que durante um bom tempo auxiliou a Tia na parte financeira. Iam chamando pelo nome e cada criança, todas humildes como eu, internadas no orfanato ou filhos dos moradores, pegava seu presente. Nada de especial: umas bolas de plásticos, brinquedos simples, mas que nos faziam felizes.
Existia o time dos veteranos, no qual jogava os mais velhos ou casados. Acho que havia partida entre os solteiros e casados, camisa listrada. Acredito de azul e branco ou preto e branco. Quem visitar o museu verá fotos dessa época. Modéstia à parte, o pessoal do Vale sempre foi bom de bola. Nele jogavam o Tio Beto, Tio Raul, Meu Tio Cícero, Denir, Jó, Ataliba, Cafú e tantos outros que não me lembro do nome. Posteriormente, também joguei nesse time, treinado pelo Luizão. Por onde andará o Daniel, o Esquilo, o Zequinha, o Geraldinho, o Carlinhos, Zé Luis, sobrinho do Jairo, Ducarmo, Mariazinha, Nensinha, Valéria, César, filho do seu Mário, dono da primeira mercearia que houve no Vale e tantos outros.
O que mais gostava era das festas de São João: muita comida, uma grande fogueira, um barracão de palha. As casas humildes em torno do campo de futebol, cada qual com uma fogueira acesa. O Vale inicial era uma pequena comunidade. Lembro-me que havia apenas duas televisões: no orfanato e na casa de Seu Zé Mandão que parecia um cinema, pois todos para lá se dirigiam para assistir Selva de Pedra. Cheguei a assistir no Orfanato, os ultimos capítulos dos Irmãos Coragem, com Tarcisio Meira e Gloria Minezes.
Será que o Nena, filho do Tio Beto, O Ivan, filho da Tia Lúcia, Valério que não mora mais no Vale, lembram das peladas que jogávamos no quintal da casa do coronel Albuquerques? Minhas memórias não estão em ordem. Não havia luz elétrica. Certa época, arrumaram um motor a diesel. Como era difícil fazer aquele motor pegar para a gente ir ver televisão no orfanato.
Não esqueço quando fomos trazer a água para o Vale. Um trator fez o sulco que nascia de uma mina próxima. Como também não me esqueço da Tia Neiva no terreiro de minha casa, de sapé. Moravam apenas eu e minha mãe. Seu Martinho ainda não fazia parte da família. Brincava de carrinho com o Geraldinho, enquanto a grande Clarividente proseava com minha Mãe e, acho, também com a minha Avó. Que quadro lindo! Lembra os dos pretos velhos em suas humildes choupanas.
O primeiro trabalho espiritual foi realizado em frente de um terreiro que havia em frente à velha casa da fazenda. Tudo era tão simples. Quem podia imaginar que seria o que é hoje?O jeito carinhoso de a Tia me abraçar acolhedoramente e me chamar carinhosamente de Robertinho. Eu era tão tímido. Ainda sou. Será que alguém lembra quem foi o Tio Paulo? Um escultor muito querido por todos da comunidade e que cedo nos deixou.
Não posso me esquecer que íamos enterrar o ano em cima do morro. Não o que tem a Elipse, mas o que fica ao lado. Do pomar que ficava abaixo da casa grande. Quantas frutas comi ali! naquelas tardes distantes. Também não posso esquecer-me de um acontecimento singular: dos Hippies e suas motos, brincando com a gente em roda, ensinando a cantar a música do marinheiro. Ainda hoje me lembro dessa música: Ó marinheiro, quem te ensinou a nadar...
Dos mestres que pelo Vale passaram, com respeito aos demais, sempre admirei o seu Mário Sassi. Sua inteligência, erudição, sua capacidade de explanar sobre a doutrina. Sempre fui fã dele e sempre serei. Se pudesse escolher, gostaria de ter sido um Tumuchy, quem sabe não fui?
São tantas as lembranças: ia estudar em Planaltina e voltava a pé: eu, Zezinho, Salvador, Arcelino, Paulo... será que estou esquecendo-me de alguém?Tempos felizes de minha vida. São muitas as lembranças. Essas páginas são poucas e talvez esteja ficando enfadonho.
Não posso esquecer-me do Ferrugem, filho do Nestor, do Marcelo e da sua irmã, Patrícia, filhos do Seu Cabral. Do Mercúrio, filho do Mestre Guilherme, que também desencarnou cedo. Vou terminar para não ficar monótono. Mas antes quero registra duas cenas:
A primeira: A Tia estava ali na Estrela de Neru e eu estava sentado com uma colega numa lojinha que havia ali perto e que foi derrubada: Lembro dela acenando para mim, parecia um Adeus. É a última imagem que tenho dela. E a outra (acredite quem quiser), aconteceu um pouco antes: Era um ritual no Turigano. O que me lembro é que estava de costas fazendo uma reverência ali na saída, vestido de indumentária, quando senti um grande calor nas costas. Virei-me para ver qual era a fonte daquele calor: Lá no fundo, Tia me reparava. Sorri e continuei. O quanto poderosos eram aqueles olhos...
Irmãos em Cristo desculpe-me a nostalgia e se os entediei com essas lembranças. Término desejando que Deus abençoe os seus caminhos e que meu preto velho querido guarde seus dias e que sejam a lamparina a iluminar a escuridão que ainda paira no coração dos homens, avesso à luz de Nosso Senhor Jesus Cristo, rogando a ele força para que possam seguir em frente em suas missões.
Do irmão em Cristo,
Roberto Roque
|